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Os Corantes


A finalidade da inclusão de corantes nem sempre é clara, e já não há "inocência" quando a intenção é induzir em erro o consumidor, sugerindo a presença de certos ingredientes que nunca por lá passaram. É o caso do amarelo da manteiga, dos ovos nos bolos de pastelaria ou do vermelho dos morangos nos iogurtes e gelados. Pior ainda é o emprego de corantes, de forma fraudulenta, destinado apenas a disfarçar os defeitos do produto. Assim, preste atenção: leia cuidadosamente os rótulos do produto que vai adquirir; certifique-se que o refrigerante tem mesmo sumo de fruta, que não é só água com açúcar e tinta!

Corantes naturais ou sintéticos?
As reservas dos consumidores em relação aos aditivos alimentares e a pressão de toxicologistas levaram a um crescente interesse pelos corantes naturais, em detrimento dos sintéticos, presumindo-se que um produto existente na natureza será sempre menos perigoso do que um químico. Alguma verdade há nisto, o problema é o "sempre"!
Um corante natural pode não estar "naturalmente" presente no alimento. A eventual toxicidade de uma substância não é função da sua origem ou natureza, mas da sua estrutura química. É que nem tudo o que é natural é bom! Os aditivos a utilizar na alimentação, naturais ou de síntese, devem estar sujeitos a um controlo rigoroso e ter provado a sua inocuidade. Mesmo assim, às vezes há surpresas.

Reconhecer os corantes
À semelhança do que acontece noutros países, estão definidos por lei quais os corantes alimentares permitidos, em que produtos podem ser utilizados e em que quantidades.
Todos os aditivos alimentares permitidos encontram-se classificados por "famílias" que têm a ver com a função que exercem. A cada um corresponde um código, constituído pela letra E (de Europa) seguida de três algarismos, sendo o mesmo válido para todos os países da União Europeia os corantes vão de E100 a E199, os conservantes de E200 a E299, os antioxidantes de E300 a E330, havendo ainda estabilizantes, espessantes, emulsionantes, gelificantes, antiaglomerantes, acidulantes, potenciadores do sabor coadjuvantes dos antioxidantes. Há para todos os gostos, e, sobretudo, para todas as necessidades da indústria. Frequentemente, é necessário utilizar vários aditivos em simultâneo, porque eles próprios se degradam e precisam de outros compostos para os estabilizar. Por isso, é tão vulgar um rótulo de um alimento processado conter vários "E", e não um único. Por vezes, como os consumidores começam a desconfiar da presença dos "E", estes são omitidos, aparecendo o "nome de baptismo" do aditivo (por exemplo, ácido cítrico, que existe naturalmente nas laranjas e limões).
Este não deixa de ser um produto químico, incorporado fora do seu contexto natural, que é um coadjuvante tecnológico mas não traz benefícios para a saúde, ao contrário do consumo de citrinos. Corantes serão tóxicos?
Não entre em pânico! Todos os aditivos autorizados foram sujeitos a testes de toxicidade rigorosos levados a efeito por instituições científicas internacionais de prestígio. O seu emprego, no estado actual de conhecimentos, pode considerar-se seguro. Se, em qualquer momento, a sua inocuidade for posta em dúvida, deverá ser retirado do mercado. Significa isto que não nos devemos preocupar com a questão dos aditivos alimentares? De modo nenhum! Há sempre aspectos que escapam à comunidade científica. Sabe-se muito dos aditivos considerados isoladamente, mas pouco sobre as suas associações e sinergismos (capacidade de se potencializarem uns aos outros). Por exemplo, alguns corantes têm sido responsabilizados por alergias nas crianças, um grupo particularmente susceptível, constituindo uma questão não completamente esclarecida.

Melhorar hábitos
Assim sendo, valerá a pena andar no supermercado, de lista na mão, à procura dos produtos que têm menos "E"? Talvez não. Talvez a atitude razoável seja optar por alimentos menos processados, por uma alimentação mais natural e um estilo de vida mais humanizado.
É impossível alterar radicalmente todo um modo de estar, o que, além do mais, comporta, inegavelmente, algumas vantagens. Mas tentar adoptar uma atitude mais "saudável" em relação a tudo o que nos rodeia talvez seja uma condição de sobrevivência. É que a qualidade de vida não passa, seguramente, pelo refrigerante corado artificialmente, por mais amarelo que seja.

O que diz a lei
A legislação portuguesa é explícita. Há vários alimentos que não podem incorporar corantes. Estão neste caso, por exemplo, o leite e leite achocolatado, óleos e gorduras, ovos e ovoprodutos, farinhas, amidos, féculas, pão e produtos afins, açúcar e massas, pastas, conservas e molhos de tomate, frutos e produtos hortícolas, peixes e moluscos, café, chá, compotas e alimentos para bebés.
A lista é extensa, mas deixa de fora inúmeros alimentos processados que abundam nas prateleiras dos supermercados, com embalagens sugestivas, integrando poderosas campanhas de "marketing" que pretendem convencer-nos que o seu consumo nos vai propiciar uma invejável qualidade de vida!


A Água
A água representa cerca de 85 por cento do nosso cérebro, cerca de 80 por cento do sangue e quase 70 por cento dos tecidos musculares. Todos os sistemas do nosso organismo dependem da água.

Dado que mais de metade do nosso corpo é constituído por água, não se torna difícil compreender que beber as quantidades necessárias é fundamental para manter uma boa saúde. Na verdade, não se pode sobreviver sem ela.

Entre muitas outras coisas, a água regula a temperatura do corpo, contribui para a eliminação de resíduos através da urina e transporta os nutrientes, o oxigénio e outras substâncias através do corpo.

É também a água que evita a obstrução intestinal. Para além disto, a água permite dissolver as vitaminas, os minerais e os outros nutrientes, tornando-os acessíveis para todas as células que constituem o nosso organismo.
Há permanentemente uma enorme corrente de água num e noutro sentido entre os órgãos e os tecidos.

A sede mostra-lhe o caminho
É frequente ler-se ou ouvir-se dizer que um adulto saudável precisa de ingerir diariamente pelo menos oito copos de água. Esta ideia não está fundamentalmente errada, mas, para a esclarecer melhor torna-se conveniente aprofundar um pouco mais o delicado equilíbrio entre os fluídos ingeridos e a sua perda.

Um ser humano perde cerca de 2,4 litros de fluídos por dia, o equivalente a 10 copos, através do suor, da urina, do ar expelido e pela evacuação.

Para repor os níveis de fluídos necessários ao funcionamento equilibrado do organismo não é necessário beber apenas água simples. Na verdade, a água encontra-se presente tanto nos alimentos sólidos quanto nas restante bebidas que ingerimos.

Os alimentos sólidos, por exemplo, podem fornecer diariamente o equivalente a três ou quatro copos de água.

No entanto, é difícil avaliar com todo o rigor qual é a quantidade exacta de água absorvida através destes alimentos, uma vez que a sua composição é muita diversificada. Por isso, uma vez que a contabilização da água ingerida por este processo é de cálculo difícil, o indicador mais seguro para avaliar as verdadeiras necessidades de água continua a ser a sede.

 

 

Alimentos




A pirâmide alimentar separa os alimentos em energéticos , reguladores, construtores e energéticos extras. Esses alimentos devem ser consumidos em ordem decrescente, ou seja, devemos consumir em maior quantidade os energéticos, seguidos dos reguladores, dos construtores e por último os energéticos extras, de consumo limitado.



Grupo dos pães e cereais
Os alimentos energéticos são os responsáveis por gerar energia (combustível) para que nosso organismo possa realizar suas funções normais. Eles são os carbohidratos complexos, como farinhas, pães, tubérculos, massas, cereais, trigo. Deve-se consumir 6 a 11 porções ao dia.

Grupo dos vegetais e e Grupo das frutas
Os reguladores - legumes, frutas e verduras - fornecem vitaminas, minerais e fibras. Deve-se consumir 3 a 5 porções de vegetais e 2 a 4 porções de frutas ao dia.

Grupo do leite e Grupo das carnes
Os construtores são os ricos em proteínas, como o leite e derivados, carnes, ovos e leguminosas, e são responsáveis pela construção dos novos tecidos, pelo crescimento e pela reparação do desgaste natural dos tecidos. Devem ser consumidas 2 a 3 porções de leite e derivados, e 2 a 3 porções de carne ou equivalentes ao dia.

Grupo das gorduras e óleos
Dentre os energéticos extras, os açúcares e doces devem ser consumidos com moderação. As gorduras, por sua vez, são necessárias em uma quantidade mínima no organismo, pois realizam isolamento térmico, proteção contra choques e transporte de algumas vitaminas.

A vantagem do uso da pirâmide alimentar é que se pode comer de tudo, sem enjoar da dieta, tornando os hábitos alimentares mais saudáveis.